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Segunda-Feira, 08.8.2022
 
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CARNAVAL NA PIEDADE
CARNIVAL IN PIEDADE


  


PT || O Carnaval ou Entrudo está na memória das gentes, principalmente daqueles que já passaram à idade dos patriarcas. Não faz mal, por isso, recordar esses tempos de diversão e festa popular em que as pessoas, de quase todas as idades, se divertiam de maneira ordeira e sem ofender terceiros.Em poucas semanas estamos no mês do Carnaval. Quatro semanas que antecedem a Quaresma, mas que, talvez por isso, eram de dar largam à alegria prazenteira, antes que o tempo da penitência e do jejum chegasse. Isto para os católicos que, nestas bandas, eram a totalidade das pessoas. E aqui vale a pena recordar que, no ano de 1875, a população da paróquia da Santíssima Trindade, constituída por quase três mil pessoas, de ambos os sexos e idades, e de todas as condições sociais, e segundo o "Rol dos Confessados", cumpriu o dever da desobriga pascal. Ninguém faltou!
O Carnaval iniciava-se com a "quinta-feira de amigos". Um dia especial em que os amigos se reuniam para a tradicional ceia.
E depois vinham as outras:  quinta-feira de amigas, compadres e comadres.  A seguir era o Domingo de Entrudo, também designado Domingo Gordo e os dois dias seguintes a festejar o rei mono, que a Quarta-feira, ou Quarta feira de Cinzas, davam início à Quaresma.
Numa rubrica do Missal Romano, consta a seguinte informação: "Nos primeiros séculos da igreja, os cristãos, que haviam prejudicado a comunidade cristã com escândalos públicos, expiavam-nos, durante a Quaresma." E depois: "Na sociedade moderna, em que tudo se permite e tudo se procura contestar, não só se está a perder a consciência das repercussões sociais do pecado, como também o próprio sentido do mesmo."
Felizmente que, por estes lados, o Entrudo não tem sido motivo para grandes distúrbios.
Na freguesia da Piedade, há a tradição do "Bando" ou o "Testamento do Burro", com a distribuição dos seus membros e órgãos pelos parceiros mais contestatários. E não passa de cena hilariante.
Por aqui, que me lembre, somente um caso fortuito, nos anos trinta. Porque os figurantes punham a ridículo o clero trajando vestes talhares e procurando desconhecer um edital da Autoridade Administrativa que isso proibia, aquela autoridade mandou-os prender e passaram uma noite na cadeia. Porém, no dia imediato, foram postos em liberdade e nada mais aconteceu.

Os ditos mascarados, (muitas vezes nem máscara usavam)

Aproveitavam factos ocorridos no ano, até mesmo familiares, para os trazer a público de maneira jocosa, mas sem referir nem locais nem pessoas. Serviam de divertimento sem, contudo, ridicularizarem, directamente, as pessoas. Note-se, porém, que nas danças não entrava o elemento feminino. Eram os homens que trajavam de mulheres a fazer o papel destas. Outros tempos...
Nos chamados dias de Entrudo exibiam-se, pelas localidades, danças com argumentos picarescos que causavam a hilaridade dos assistentes. Por vezes, percorriam as freguesias da ilha e, simultaneamente, aproveitavam para disfrutar, enviando farinha àqueles que se aproximavam. Não era costume usar água, até porque esse líquido, naqueles recuados tempos, não abundava. Outros, mais cerimoniosamente,  usavam pó de arroz...
As danças, os jogos ou encontros de carnaval davam-se durante o dia, mais propriamente na segunda e terça-feira. À noite, era nas casas que recebiam máscaras, que se juntavam as famílias, os vizinhos e amigos para "ver mascarados". Aí não se "entrudava". Só se viam as máscaras ou se bailava, normalmente a chamarrita e, ainda, os "bailes de roda", danças antigas de grande efeito e exibição artística, um tanto difíceis de executar e que, praticamente, desapareceram.

Hoje o Carnaval é "festejado" nas boites. E parece que não faltam frequentadores.

                                                              Ermelindo Ávila

EN || Carnival or Entrudo is in the memory of the people, especially those who have passed the age of the patriarchs. It doesn't hurt, therefore, to remember those times of fun and popular celebration when people, of almost all ages, enjoyed themselves in an orderly way and without offending others. In a few weeks we are in the month of Carnival. Four weeks before Lent, but which, perhaps for that reason, were to give way to joyful joy, before the time for penance and fasting arrived. This for the Catholics who, in these parts, were the totality of the people. And here it is worth remembering that, in 1875, the population of the parish of Santíssima Trindade, made up of almost three thousand people, of both sexes and ages, and of all social conditions, and according to the "Rol of Confessed" , fulfilled the duty of the paschal release. Nobody missed! Carnival began with the "Thursday of friends". A special day when friends gathered for the traditional supper. And then came the others: Thursday of friends, compadres and comadres. Next was Shrove Sunday, also called Fat Sunday and the two following days to celebrate the Mono King, which Wednesday, or Ash Wednesday, began Lent. A rubric of the Roman Missal contains the following information: "In the early centuries of the Church, Christians, who had harmed the Christian community with public scandals, atoned for them during Lent." And then: "In modern society, where everything is allowed and everything is sought to be contested, not only are we losing awareness of the social repercussions of sin, but also the very meaning of it." Fortunately, in these parts, the Shrovetide has not been a reason for major disturbances. In the parish of Piedade, there is the tradition of the "Bando" or the "Testament of the Donkey", with the distribution of its members and organs among the most contesting partners. And it's just a hilarious scene.
Around here, as far as I can remember, just a fortuitous event, in the thirties. Because the extras made a mockery of the clergy wearing cutlery robes and trying to ignore an edict of the Administrative Authority that prohibited it, that authority had them arrested and spent a night in jail. However, the next day they were released and nothing more happened. The masked sayings, (often they didn't even wear a mask) They took advantage of events that had occurred during the year, even family events, to bring them to the public in a jocular way, but without mentioning either places or people. They served as entertainment without, however, directly ridiculing people. Note, however, that the female element did not enter the dances. It was the men who dressed as women to play the role of women. Other times... On the so-called Shrovetide Days, dances with picaresque arguments were exhibited in the localities, causing the audience to laugh. Sometimes, they traveled through the parishes of the island and, at the same time, took the opportunity to enjoy, sending flour to those who approached. It was not customary to use water, not least because this liquid, in those ancient times, was not plentiful. Others, more ceremoniously, used rice powder... The dances, games or carnival meetings took place during the day, more specifically on Monday and Tuesday. At night, it was in the houses that masks were received, where families, neighbors and friends gathered to "see masked". There it was not "stuck". Only the masks were seen or danced, usually the chamarita and, also, the "bailes de roda", old dances of great effect and artistic exhibition, somewhat difficult to perform and that, practically, disappeared.
Today Carnival is "celebrated" in nightclubs. And there seems to be no shortage of visitors.



 

 
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