O Castro de São Romão é um sítio arqueológico de elevada relevância histórica, constituindo um dos mais importantes testemunhos da ocupação antiga do território do concelho de Seia. Os vestígios identificados remetem para a Idade do Bronze, evidenciando a existência de comunidades organizadas, com práticas agrícolas, artesanais e metalúrgicas, sendo um elemento fundamental para a compreensão da evolução histórica da região.
Este povoado, ocupado desde o período proto-histórico, integra o designado Grupo de Baiões/Santa Luzia, situando-se cronologicamente no Bronze Final do Centro de Portugal. A sua localização estratégica, numa elevação sobranceira entre o rio Alva e a ribeira da Caniça, permitia não só o controlo visual da envolvente como também a ligação paisagística à Serra do Caramulo, reforçando a sua importância defensiva e territorial.
O sítio foi identificado por Martins Sarmento no âmbito da Expedição Científica à Serra da Estrela, em 1881, assumindo desde então particular interesse para a investigação arqueológica. Já na década de 1980, foi alvo de campanhas de escavação e estudo no contexto do Programa de Estudo Arqueológico da Bacia do Médio e Alto Mondego, com a participação de investigadores como Senna-Martinez, Carlos Fabião e Amílcar Guerra.
O Castro de São Romão destaca-se, assim, como um dos sítios arqueológicos do concelho de Seia com maior consistência científica e bibliográfica, afirmando-se como uma referência incontornável para o estudo da ocupação humana antiga na região.