.:: Junta de Freguesia de Bunheiro - Murtosa ::.
Este website utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de navegação e aumentar a usabilidade do mesmo. Para aceitar o uso de cookies basta continuar a navegar no website. Para mais informação consulte a informação sobre Politica de Privacidade e Política de cookies do site.
Aceitar
Início
Sexta-Feira, 10.4.2026
Evocação ao Centenário do Cemitério do Bunheiro marcou o Fim de Semana Cultural e Dia da Freguesia
Evocação ao Centenário do Cemitério do Bunheiro marcou o Fim de Semana Cultural e Dia da Freguesia

Neste ano de 2017 a junta de freguesia contou, mais uma vez, com o empenho e a dedicação das 4 coletividades da terra (Associação Cultural Bunheirense, Rancho Folclórico “Andorinhas de S. Silvestre”, Grupo Musical Bunheirense e Rancho Folclórico “Os Camponeses da Beira-Ria”) para garantirem o serviço habitual de tasquinhas, tendo a animação ficado a cargo da junta que convidou Samuel Sousa para animar a noite de sexta feira (11/08), o artista João Belo (a convite do R. F. As Andorinhas de S. Silvestre), a Marcha Popular "Saavedra Guedes" e o grupo "Maria's" com danças medievais na noite de sábado (12/8) e o Grupo de Música Tradicional "Ventos da Ria" na tarde de domingo (13/8).

Não faltaram as habituais pinturas faciais e os insufláveis bem como o passeio de charretes. O bar da ACB também organizou, para os mais novos, os Jogos Sem Fronteiras que decorreram no campo de jogos da ACB.

Do programa previsto, falta salientar o Passeio Noturno de Bicicletas na 6ª feira, promovido pela junta de freguesia, o tradicional jogo de futebol 11 Solteiros/Casados promovido pela ACB, no sábado de manhã terminado com um almoço convívio às 13h.

No domingo, o Dia da Freguesia iniciou-se pelas 9h com o hastear das bandeiras na fachada do edifício da junta, ao som do Hino Nacional tocado pelo GMB, que acompanhou em procissão as entidades oficiais presentes, os representantes das 4 coletividades da terra assim como os populares que acompanharam a deslocação até à igreja matriz de S. Mateus onde foi celebrada a eucaristia dominical.

Depois seguiu-se uma romagem ao cemitério com deposição de uma coroa de flores em memória dos benfeitores da freguesia já falecidos.

Pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal da Murtosa engº Joaquim Baptista e pela srª presidente de Junta enfª Isabel Silva foi, próximo da Cruz Alta, descerrada uma placa alusiva ao Centenário do Cemitério do Bunheiro.

Já no salão nobre da Junta de Freguesia do Bunheiro, cerca das 11 horas, a presidente da Assembleia de Freguesia profª Júlia Pereira deu início à sessão solene, dando as boas vindas aos presentes passando a palavra à presidente do executivo da junta enfª Isabel Silva cujas palavras aqui ficam registadas de seguida:


"Exma Sra Presidente da Assembleia de Freguesia do Bunheiro

Exmo Sr Presidente da Camara Municipal da Murtosa

Colegas do executivo

Membros da assembleia de freguesia do Bunheiro

Demais autoridades aqui presentes

Minhas Sras e meus Srs

Uma saudação especial para todos os Bunheirenses neste dia em que se celebra o dia da freguesia, que não é mais que a celebração do espírito de comunidade, de união e do trabalho de todos que tornou possível o Bunheiro de hoje e que nos compromete a abraçar os desafios que vão surgindo para construir,o melhor Bunheiro no amanhã.

Celebramos as conquistas e derrotas, aprendemos com ambas, e assim vamos ganhando a força e a coragem para seguir em frente, fazendo mais e melhor.

Há cem anos atrás, o desafio que se colocou aos Bunheirenses de então, foi a construção de um cemitério na freguesia. Na época, os enterramentos, depois de terem sido feitos no interior da Igreja, eram executados nos adros da igreja e da Capela de S. Gonçalo, espaços manifestamente insuficientes para as necessidades. Estes cem anos, que nos separam dessa realidade, carregam a história de homens que tiveram a coragem de não desistir de um projeto, que entendiam como necessário e urgente, para dar resposta ao natural desfecho da vida.

Em 15 de outubro de 1913, pela caneta de António José de Oliveira Guerra, seguia para a Comissão Central da Execução da Lei de Separação da Igreja do Estado, o primeiro pedido, com carater de urgência, para que fosse autorizada a construção de um cemitério no Bunheiro.

Projeto ambicioso, para a época, iria surgir a norte da Residência Paroquial, abrangendo propriedades privadas, local de terras de baixo cultivo, e, tendo a favor a centralidade da freguesia e a proximidade com a igreja matriz.

Foram convocados para a sessão ordinária da junta a 8 de agosto de 1915, todos os proprietários de terrenos onde se projetara construir o cemitério, afim de serem combinadas, a contento, as indeminização a pagar a cada um, pela cedência dos seus terrenos, para este fim. Poucos compareceram.

Passou-se então, para o processo de expropriação amigável e, em 13 de outubro de 1915, em Estarreja e na presença de António Tavares Afonso e Cunha, presidente da junta de paróquia da freguesia do Bunheiro e dos proprietários, João Carlos Henriques de Oliveira, viúvo, do Casal; Antónia Maria Tavares e Sousa, solteira, do Feital; Manuel Luis Alves Amador e mulher Rosa Tavares dos Passadouros; José Manuel Tavares, casado, da Levegada; faltando a mulher Maria do Carmo, por motivo de doença, foram decididos os preços e termos de pagamento das indemenizações. Terrenos bem pagos, pelos preços que corriam, segundo o que está relatado.

Foram encetados contatos e solicitados orçamentos para cantaria, fornecimento de adobos e outros materiais, que seriam desembarcados na Ribeira do Gago e Esteiro do Solão, até julho de 1916.

Já em fevereiro do mesmo ano, a Junta fez saber que iria admitir nas obras do cemitério, todos os operários desta freguesia que desejassem nelas trabalhar, devendo estes, para tal, inscreverem-se na junta até final de março. O pagamento seria mediante os salários de costume na freguesia, e à junta reservava-se o direito de descontar um dia de prestação de trabalho braçal.

Para o portão em ferro forjado e gradeamento, fez-se saber que a data de arrematamento em carta fechada seria 9 de junho de 1916. Chegaram várias propostas de Cacia, Pardilhó, o outros, e refiro aqui a título elucidativo, valores de um orçamento, entre outros: 335 escudos para o portão e 645 escudos para o gradeamento.

Com o contributo de cada um, na medida das suas possibilidades, levaram a obra a bom termo.

Em novembro de 1917, no mandato de António Tavares Afonso e Cunha, no dia 2, dia dos fiéis defuntos na freguesia do Bunheiro, pelas 10h, com o enterramento de José Júlio Rebelo D’Almeida, de 17 meses, do lugar do Outeiro Alto, foi inaugurado o novo cemitério. No mesmo dia e pelas 11h foi também inumado Manuel Ignácio Marques Tavares de 66 anos do lugar do Esteiro.

Hoje, e para memória futura foi colocada no local uma placa para assinalar a passagem dos cem anos sobre a inauguração deste cemitério, onde pode ler-se:

COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DO CEMITÉRIO DO BUNHEIRO 1917-2017”

Sendo o cemitério uma infraestrutura indispensável ao harmonioso relacionamento do homem com a natureza, compete à Junta de Freguesia, entidade gestora do mesmo, conferir–lhe a dignidade que merece. A manutenção, conservação e melhoramento tem sido preocupação constante.

No recente inaugurado Talhão 5, a disponibilidade de espaço para novas concessões é já muito limitado, pelo que se torna premente que, a médio prazo, tenhamos que infraestruturar o que será designado de Talhão 6.

A natural conservação dos muros, portão e gradeamentos, tem sido feita com a regularidade possível, mas que julgamos adequada.

Foi recentemente aumentada a rede de iluminação no interior.

Foram melhorados os pontos de fornecimento de água e o respetivo escoamento nas pias de apoio, bem como postos à disposição dos utilizadores materiais para auxilio à limpeza e asseio das sepulturas.

Dotar este equipamento de instalações sanitárias para melhor servir quem presta culto aos seus defuntos é um objetivo há muito traçado por nós, mas que só com o apoio do Município será uma realidade. O projeto e todas as diligências para que tal se concretize estão no bom ritmo. Deixo a exposição do mesmo para o Sr. Presidente da Câmara, transmitindo-lhe, desde já, que é nossa expetativa que a obra fique concluída ainda no decurso deste ano.

Para finalizar, deixo aqui um apelo a todos os bunheirenses: todos temos responsabilidades sobre o que é de todos. Assim como temos o direito de criticar, sugerir e até exigir, temos também o dever de conservar, zelar e contribuir para que equipamentos como este, à semelhança de outros, a todos nos dignifiquem e demonstrem o brio que temos em ser do Bunheiro."

Muito obrigada 

Nesta edição do Fim de Semana Cultural e Dia da Freguesia a meteorologia ajudou, sendo de salientar para além de todos os fregueses (e fregueses de freguesias vizinhas como Monte, Murtosa, Torreira, Veiros, Pardilhó, Avanca, Salreu, etc...) que participaram neste convívio, os numerosos emigrantes que nos visitaram e assim fizeram deste evento um êxito, ultrapassando as expectativas do próprio executivo da junta que presenciou um saudável convívio entre gerações.

Um bem haja a todos e um muito obrigado pela forma como todos contribuiram para o bom ambiente sentido em todo o evento. 

Visite-nos
Notícias
IRS2026
IRS2026
Programa +Bebé, +Futuro
Botija Solidária 2026
Início Autarcas Freguesia Informações Notícias Mapa do Portal Contactos Política de Privacidade
Junta de Freguesia de Bunheiro - Murtosa © 2009 Todos os Direitos Reservados
Desenvolvido por FREGUESIAS.PT
Portal optimizado para resolução de 1024px por 768px